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Conheça as tendências estratégicas do setor financeiro em 2026.

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A diversidade nas empresas deixou de ser só uma pauta importante. Hoje, ela é parte essencial de como as organizações crescem, inovam e se conectam com a sociedade.

Mais do que falar sobre o tema, é preciso entender como colocá-lo em prática no dia a dia.

Neste artigo, você vai ver o que é diversidade, por que ela importa e como as empresas podem avançar nesse caminho.

Afinal, o que é diversidade?

Diversidade nas empresas - ilustração

Diversidade é, na prática, a presença de diferentes pessoas em um mesmo ambiente.

Isso inclui gênero, raça, orientação sexual, idade, religião, entre outros aspectos. Mas vai além da representatividade.

Falar de diversidade é falar sobre incluir diferentes perspectivas nas decisões, nas relações e na forma como as empresas operam.

O cenário da diversidade nas empresas

Apesar dessa discussão ganhar cada vez mais força, os dados ainda não são animadores: 

Segundo o relatório Fórum Econômico Mundial (WEF) do ano de 2019, a desigualdade de gênero no ambiente de trabalho aumentou. Caso continue nesse ritmo, vamos demorar 257 anos para alcançar a paridade, comparando os 202 do ano anterior, com uma diferença salarial global de 40%.

Essa disparidade econômica é atribuída à “baixa proporção de mulheres em cargos gerenciais, ao congelamento de seus salários e à sua baixa participação na força de trabalho e na renda”.

Seguindo a lógica de paridade, caso continue nesse ritmo, nós só teremos a equidade com a mesma referência nas empresas, em todos os seus níveis hierárquicos, daqui a 100 anos.

Existem diversos outros dados que refletem o desafio e a complexidade de um ambiente diverso e que nos convocam ao entendimento que, apesar do enfoque no tema e nas mudanças que já ocorreram, existe um longo caminho a percorrer até uma equidade efetiva.e nas mudanças que já ocorreram, existe um longo caminho a percorrer até uma equidade efetiva.

Por que a diversidade importa?

Diversidade - ilustração

“Dentro das organizações, a diversidade surge para trazer a minoria para dentro do ambiente que historicamente pertence à maioria” (SAJI, 2005)

Dados recentes (2020) trazidos pelo site vagas.com, diz da percepção das pessoas sobre a importância de promover a diversidade. Os participantes, quando questionados sobre a relevância do tema, categorizam os motivos: 

  • Porque é justo (46%);
  • Porque gostam de trabalhar em empresas que valorizam a diversidade (41%);
  • Porque é importante a empresa possuir maior pluralidade de ideias (33%);
  • Porque faz parte das minhas crenças e valores (32%);
  • Porque sofreram preconceito e discriminação (16%);
  • Porque gostam de trabalhar ao lado de pessoas com as quais se sentem representadas (15%).

Ter um time diverso é ter uma parcela real da sociedade na organização. Isso é fundamental para se ter um olhar mais aproximado da realidade social no produto, no serviço, nas relações e na evolução do modo de operar. 

Em um bate-papo do mês das mulheres aqui na Blip, Yolanda Castro, nossa Product Manager, comentou:

“O viés na tecnologia afeta justamente aquelas pessoas que possuem menos poder na sociedade”. 

Vale lembrar que essas pessoas “não consideradas” no desenvolvimento das soluções, também entram na cadeia de consumo e ter representatividade no produto é significativamente mais rentável para o negócio. Veja mais em Why diversity matters.

Nesse sentido, a DI, empresa de análise e pesquisa, e a Ernst & Young (EY), avaliaram que as empresas que tiveram 30% de diversidade de gênero, sendo mais de 20% no nível sênior, apresentaram melhores resultados financeiros na comparação com as demais.

Já a chance dos líderes trabalharem de forma colaborativa para criar novas soluções e oportunidades é duas vezes maior.

“As organizações estão tendo que competir em um ambiente onde não é mais suficiente oferecer preços justos e qualidade de serviço/produto, agora elas se veem obrigadas a calcular e pensar sobre os impactos de suas ações e operações nos seus stakeholders.” (Porter, 2002)

Além disso, a representatividade dentro das organizações impacta significativamente:

  • No clima organizacional, no engajamento e, consequentemente, causa uma diminuição do turnover, pois oferece um espaço onde cabem as individualidades;
  • Permite ter um time mais criativo, e na resolução de problemas com as múltiplas visões e ideias como bem ilustra a pesquisa.

E quem é responsável por promover uma empresa mais diversa?

Diversidade nas empresas - ilustração

A promoção da diversidade em empresas deve começar, na verdade, com interesse da organização em ser diversa, enxergar o valor de perfis diversos em um time comum e aplicar isso na contratação de pessoas.

É a partir desse momento que se pode pensar nas práticas e medidas a serem adotadas desde o employer branding, no processo seletivo e na jornada enquanto colaborador. 

Quais boas práticas podem ser utilizadas no recrutamento e seleção?

Segundo o estudo sobre práticas na gestão da diversidade de gênero nas empresas feito pela CKZ Diversidade, com o Great Place to Work e Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas, nas empresas premiadas em 2019 são consideradas boas práticas no recrutamento e seleção:

  1. Uso de linguagem neutra de gêneros na divulgação da vaga;
  2. Processos de recrutamento às cegas;
  3. Parcerias com entidades externas para recrutamento intencional de públicos específicos (mulheres, negros, LGBTQ+, PCD’s etc.);
  4. Regra de no mínimo um candidato “diverso” como finalista dos processos seletivos e
  5. Participação de recrutadores e entrevistadores “diversos” nos processos seletivos para redução de vieses.

Em relação à jornada do colaborador, muitas empresas contam com programa de mentoria específico para as mulheres e com a formação de grupos específicos de diversidade e representatividade.

Além disso, também elaboram políticas, treinamentos e workshops para discutir o tema, sobretudo com gestores e times responsáveis por contratação e gestão dos grupos.

Como medir diversidade nas empresas?

Diversidade em empresas - ilustração

Seguindo ainda os dados da publicação da CKZ Diversidade, sobre a mensuração de diversidade, são acompanhados os seguintes indicadores: 

  • Equidade de gênero em cargos de liderança e gestão;
  • Demissões após a licença maternidade;
  • Distribuição dos funcionários por cor;
  • Faixa etária;
  • PCDs (pessoa com deficiência);
  • Identificação LGBTQIA+ (consideram uma métrica que deve ser cuidada tendo em vista que é necessário declarar e nem todos se sentem confortáveis com isso).

Qual a posição de Blip quanto à diversidade?

Aqui na Blip, acreditamos na importância e no impacto que a diversidade traz e nos guiamos sempre pelos nossos valores e cultura organizacional!

Hoje, um dos principais valores do nosso dia a dia é o Blip.Be: pessoas em primeiro lugar! Cada Blipper, cliente e parceiro é valorizado e respeitado em sua individualidade.

A começar pelo nosso processo seletivo, contamos com diversos olhares a fim de evitar os vieses cognitivos que nos cercam. 

Na nossa entrevista técnica, participam sempre mais de uma pessoa, uma de Recursos Humanos e outra especialista da área. Já na entrevista de cultura, contamos com uma da área de gente e gestão e mais duas outras pessoas de áreas diferentes.

Empoderar também é dar voz. Por isso, oferecemos um espaço de segurança onde as pessoas possam ser quem elas são e que elas possam falar sobre isso abertamente.

  • Promovemos iniciativas para abordarmos alguns temas, como por exemplo, o Blip.Women, que trata assuntos sobre gênero no ambiente de trabalho.
  • Realizamos ações no mês da mulher, para a conscientização dos desafios dentro do mercado de tecnologia.
  • E temos outros comitês, como o de diversidade que trata de assuntos e ações que serão pensadas ao longo do ano.

Como já falado, sabemos que o desafio da diversidade não é exclusivo de nenhuma organização. Miramos em uma organização mais diversa, mas sabemos que ainda temos um longo trajeto a percorrer.

É impossível deixar a nossa bagagem na porta!

Caminhamos para um sistema organizacional que não se fragmenta, mas considera a totalidade.

Trabalhar com o que é humano é trabalhar com o fator mais complexo na organização.

Então, a subjetividade no ambiente de trabalho não deve ser reprimida, mas fluida e tratada para que todos convivam em um ambiente respeitoso e harmônico. É hora de quebrar o ciclo de exclusão e parar de repetir padrões danosos no tange a formação de equipe.

Se identifica com a cultura de Blip e quer fazer parte do nosso time? Então confira nossas vagas abertas e #VemPraBlip!

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