Panorama Executivo de Finance

Conheça as tendências estratégicas do setor financeiro em 2026.

Panorama Executivo de Finance

Conheça as tendências estratégicas do setor financeiro em 2026.

Condições especiais para acelerar seus resultados!

Em tempos de transformação digital, conectividade intensa e coleta instantânea de dados dos usuários, nada mais atual que falar sobre big data

A ideia inicial deste conceito surgiu com a necessidade de se adaptar a imensa quantidade de dados que lidamos a todo momento. Só para se ter uma ideia, o Twitter lida, em média, com 500 milhões de mensagens de mensagens todos os dias, enquanto o Youtube armazena cerca de 48 horas de vídeos por minuto.

Isso significa que o conceito de Gigabyte, muito usado antigamente para tratar de uma grande quantidade de informações, ficou infinitamente inadequado. Hoje nós usamos termos como Terabytes, Petabytes e outros tantos que representam quase cem mil vezes o valor do gigabyte.

Histórico 

Apesar do termo ter sido cunhado no século XXI e muitas vezes ligado aos avanços modernos da tecnologia, desde a década de 60 as empresas já faziam uso de dados para apurar insights, e, assim, realizar sua tomada de decisão.

A mudança na análise desses dados ocorreu em 2005, quando sites como Google, Facebook e Youtube começaram a lidar com uma quantidade enorme de usuários, aumentando exponencialmente a quantidade de dados gerados. 

A situação se intensificou ainda mais com a “Internet das Coisas”. Com ela temos cada vez mais dispositivos conectados à internet, gerando cada vez mais informações sobre o usuário. Os dados tem grande valor para as empresas, que metrificam e entendem as tendências de seus clientes.

Neste momento, era necessário desenvolver uma tecnologia que auxiliasse o processamento de tantas informações para que elas fossem tratadas e gerassem, efetivamente, resultados úteis para as empresas. Foi aí que surgiu o que conhecemos como Big Data.

Mas, afinal de contas, o que é “big data”?

De forma simplificada, Big Data pode ser caracterizado como um conjunto de dados complexos, que vieram de diversas fontes e são tão volumosos que um software tradicional de processamento de dados não consegue analisá-los e administrá-los.

Em termos técnicos, a definição até hoje mais utilizada é aquela declarada por Gartner em 2001. Ele conceitua que big data são dados com grande variedade,  volume e velocidade, o que dá origem aos conhecidos três Vs:

  • VOLUME: É a grande quantidade de dados obtidos das mais diversas formas. A verdade é que “a quantidade de dados importa” (ORACLE), já que é imprescindível que você consiga processar todas as informações não estruturadas recebidas.
  • VELOCIDADE: Diz respeito a rapidez com que os dados são recebidos, armazenados e processados, criando o que realmente pode ser concebido como “informação”. A agilidade com a qual ocorre o tratamentos dos dados é fundamental para que a tomada de decisão seja efetiva.
  • VARIEDADE: São os formatos de dados recebidos e disponíveis. Anteriormente, os dados recebidos eram sempre considerados estruturados, já que, em geral, apenas se analisava aqueles vinculados a números. Entretanto, hoje transacionamos dados não estruturados todo o tempo. Eles vão desde os mais conhecidos como texto, áudio e vídeo, até os mais inusitados como posts nas redes sociais e até catracas de edifícios. 

Ok, entendi. Mas por que usar big data?

A utilização das formas de processamento de Big Data são imprescindíveis para gerenciar uma grande quantidade de dados não-estruturados, uma vez que estes, como o próprio nome diz, não possuem uma estrutura definida, dificultando a metrificação dos resultados.

É em razão dessa particularidade que, até pouco tempo, se acreditava que os esse tipo de dado só poderia ser tratado por humanos. Entretanto, desde o início da década, diversas foram as ferramentas feitas para armazenar e analisar rapidamente esses dados considerados não estruturados, sendo as soluções em nuvens as consideradas mais adequadas. 

A preferência por elas tem uma razão muito simples: sua escalabilidade elástica faz com que ela se adeque a partir da demanda, bem como possibilita o armazenamento de qualquer tipo de dado.

Por meio das ferramentas que processam os dados obtidos, as empresas passam a ter um melhor uso da informação, possibilitando uma melhora em sua tomada de decisão gerencial

Isso significa que as empresas podem ter insights de como melhorar e personalizar seus produtos/serviços, dinamizar sua interatividade e aprimorar a experiência do cliente (hello, chatbots!), além de ser mais efetiva em suas ofertas.

Todos esses aspectos geram ganhos objetivos, já que tornam possível a redução de custo e ganho no mercado, aumentando significativamente sua competitividade.

Exemplos

A partir desse uso, dados que antes eram ignorados passam a ser de extrema importância para o business, sendo o uso da ferramenta de publicidade do Facebook um ótimo exemplo. Por meio dela se armazena desde o tradicional histórico de compras e acessos do usuário, como também o tempo que este gasta para analisar uma propaganda em seu feed, melhorando e personalizando o direcionamento de produtos.

O uso da solução pelo Netflix também não fica de fora: a empresa cria modelos preditivos de escolha de filmes/séries a seus clientes, se baseando na classificação realizada tanto por cada usuário individualmente analisado, quanto por todos aqueles que utilizam sua plataforma.

Não menos importante, a ferramenta também é usado por empresas mais convencionais: 

  • As instituições financeiras que usam a solução para prevenir e detectar fraudes a partir da análise de padrões suspeitos, frente a cenários de segurança e conformidade. 
  • As indústrias de base que preveem a manutenção preditiva de máquinas, armazenando dados que vão desde o ano e modelo, até a frequência de mensagens de erro e temperatura de seus equipamentos.

E não tem nenhum perigo o uso de uma solução tão poderosa? 

Dentro deste contexto de ganhos positivos com o uso de Big Data, é inevitável tratar da principal red flag que esse tema possui: a privacidade.

É incalculável, para não dizer infinita, a quantidade de dados que as empresas a todo momento sobre os usuários. Dentre essas informações, existem dados “insignificantes” – se assim podemos dizer -como também há dados sensíveis. Alguns exemplos são nome completo, número de telefone celular e até o histórico de compras do usuário.

Parece comum, mas, com a soma de todas esses dados uma empresa pode facilmente descrever a vida de determinada pessoa, invadindo a sua privacidade.

É por essa razão que se torna extremamente importante a busca de soluções de segurança para proteger seus bancos de dados. Não só pelo valor que eles tem a companhia, como também por evitar a exposição das informações dos clientes.

Qual o futuro da análise de dados?

Nos últimos tempos, a tecnologia tem avançado cada vez mais no estudo e no aprimoramento do processamento dessa enorme imensidão de dados. A solução mais recente e inovadora para lidar com big data é o que chamamos de “Computadores Quânticos”.

Com esse novo dispositivo, há uma nova maneira de pensar a computação, que já não trabalha de forma dual com o uso de bits, mas em forma de sobreposição, com o uso de qubits. O ganho com esse novo formato é a eficiência de tempo no processamento de dados, sendo capaz de resolver algoritmos complexos, assim como dados, em um tempo até 10 mil vezes menor.

Mas, calma! Essa ainda é uma solução experimental e que custa milhões de dólares, mas, já dá para ter uma noção no quanto ainda podemos avançar.

Não é difícil notar que Big Data, independente da ferramenta que você utilize para a aplicação em seu negócio, é uma solução importante e extremamente necessária para a tomada de decisão em uma empresa moderna. 

Essa é mais uma peça útil para dar continuidade ao processo de transformação digital e que pode ser fundamental para o posicionamento de sua empresa no mercado.

Converse com nosso time e descubra como conversas inteligentes podem transformar o atendimento do seu negócio

Mais Lidos

Gostou do nosso conteúdo?

Agora que já chegou até aqui, adoraríamos saber o que tem achado de nós 😀