{"id":38971,"date":"2023-04-18T12:01:45","date_gmt":"2023-04-18T15:01:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blip.ai\/blog\/?p=38971"},"modified":"2023-12-13T19:08:04","modified_gmt":"2023-12-13T22:08:04","slug":"design-tambem-e-produto-negocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blip.ai\/blog\/design\/design-tambem-e-produto-negocio\/","title":{"rendered":"Design tamb\u00e9m \u00e9 produto &amp; neg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"\n<p><em>*Artigo publicado originalmente no UX Collective Brasil<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na ind\u00fastria de tecnologia* e no dia a dia dos times de produto digital sempre surgem as discuss\u00f5es sobre o papel do design \u2014 geralmente vindas de dentro do pr\u00f3prio time de design.<\/p>\n\n\n\n<p>Qual \u00e9 o impacto que temos de fato e qual impacto que gostar\u00edamos de ter nas tomadas de decis\u00e3o sobre o que o produto ser\u00e1? Como conseguir espa\u00e7o e alcan\u00e7ar o desejado ~assento na mesa~?<\/p>\n\n\n\n<p><em>Os designers s\u00e3o respons\u00e1veis pela experi\u00eancia do usu\u00e1rio, \u00e9 o que costumamos ouvir. \u00c9 o impacto esperado de quem trabalha com o design. Enquanto isso, os desenvolvedores e L\u00edderes T\u00e9cnicos cuidam da viabilidade (tecnol\u00f3gica) e as pessoas de Gest\u00e3o de Produto cuidam do olhar do neg\u00f3cio.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Temos a\u00ed a vis\u00e3o da tr\u00edade de produto popularizada pelo Marty Cagan que, em tese, \u00e9 capaz de tomar decis\u00f5es aut\u00f4nomas em uma estrat\u00e9gia maior para criar e evoluir o produto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O papel do design na tr\u00edade de produto<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o que vemos de forma mais t\u00edpica \u00e9 uma hierarquia: o time de Gest\u00e3o de Produto e suas lideran\u00e7as centralizam a tomada de decis\u00f5es estrat\u00e9gicas, enquanto o time de Design trabalha a \u201cexperi\u00eancia do usu\u00e1rio\u201d a partir de tais decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de vis\u00e3o, onde a Gest\u00e3o de Produto tem uma vis\u00e3o mais estrat\u00e9gica que seus pares, pode ser vista quando Marty Cagan fala dos <a href=\"https:\/\/www.svpg.com\/four-big-risks\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">4 grandes riscos<\/a> na cria\u00e7\u00e3o de produtos digitais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Risco de Valor (se as pessoas ir\u00e3o comprar ou escolher usar o produto)<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>\ufeffRisco de Usabilidade (se as pessoas conseguem usar o produto)<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>\ufeffRisco de Factibilidade (se \u00e9 poss\u00edvel construir o que precisamos com o tempo, habilidades e tecnologia dispon\u00edveis)<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>\ufeffRisco de Viabilidade (se a solu\u00e7\u00e3o funciona para os aspectos de neg\u00f3cio)<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Segundo Cagan, cabe a Gestores de Produto trabalhar com riscos de Valor e Viabilidade e Desenvolvedores cuidarem do risco de Factibilidade. Para ele, os Designers trabalham para mitigar o risco de Usabilidade, sendo respons\u00e1vel pela Experi\u00eancia do Usu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras: enquanto o Gestor de Produto cuida das decis\u00f5es que levam das pessoas quererem adotar e usar o produto, o Designer s\u00f3 pensa em como elas ir\u00e3o usar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ser\u00e1 que fica a\u00ed o limite das nossas capacidades?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que \u00e9 a tal da experi\u00eancia do usu\u00e1rio?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Existem diversas formas de definir esse conceito. Uma abordagem de <a href=\"https:\/\/www.nngroup.com\/articles\/definition-user-experience\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Don Norman<\/a> traz experi\u00eancia do usu\u00e1rio com uma vis\u00e3o ampla:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>&#8220;A experi\u00eancia do usu\u00e1rio engloba todos os aspectos de intera\u00e7\u00e3o com a empresa, seus servi\u00e7os e seus produtos\u201d<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a ISO 9241, de 2010, olha para a experi\u00eancia de usu\u00e1rio como algo mais local:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>&#8220;A efetividade, efici\u00eancia e satisfa\u00e7\u00e3o com que usu\u00e1rios espec\u00edficos atingem objetivos espec\u00edficos em um dado ambiente\u201d<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>No dia a dia, o que vemos de forma t\u00e1cita \u00e9 a experi\u00eancia do usu\u00e1rio sendo pensada com o olhar local da ISO: as intera\u00e7\u00f5es que ir\u00e3o materializar toda uma estrat\u00e9gia que j\u00e1 foi pensada antes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em palavras menos complicadas: <strong>a maioria das pessoas de outras especialidades \u2014 e muitos designers tamb\u00e9m \u2014 entende a experi\u00eancia do usu\u00e1rio como as boas e velhas telinhas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>O que de forma alguma est\u00e1 100% desconectado da realidade. Os casos de uso, fluxos de intera\u00e7\u00e3o e telas s\u00e3o cruciais para entregarmos uma boa experi\u00eancia com o produto.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Mas pensarmos nas \u201ctelinhas\u201d como o <strong>\u00fanico dom\u00ednio <\/strong>da experi\u00eancia do usu\u00e1rio \u2014 e o design por consequ\u00eancia \u2014 acabamos afastando n\u00f3s designers de contextos onde podemos contribuir muito para produtos digitais mais bem sucedidos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A boa e velha discuss\u00e3o sobre o que \u00e9 design<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o existe designer que j\u00e1 n\u00e3o esteja cansado desse papo. A grande maioria de n\u00f3s gasta uma boa parte da forma\u00e7\u00e3o \u2014 e para os mais nerdolas como eu, dos papos de boteco tamb\u00e9m \u2014 discutindo <strong>o<\/strong> <strong>que \u00e9 design<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas clich\u00eas n\u00e3o s\u00e3o clich\u00eas \u00e0 toa. Avaliar o significado de uma \u00e1rea de conhecimento pode ajudar muito a entender o lugar que ela ocupa e pode ocupar. <strong>Afinal de contas, a linguagem que usamos reflete \u2014 e reversamente influencia \u2014 como vemos e organizamos o mundo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A despeito das diversas abordagens que podemos buscar para definir design, vale olhar para o significado da palavra que nomeia essa \u00e1rea de conhecimento: <strong>design significando des\u00edgnio e planejamento<\/strong>. Designar algo significa pensar sobre o que algo ser\u00e1 e como vai ser feito. Trazemos ent\u00e3o o olhar da concep\u00e7\u00e3o. Uma etapa anterior ao fazer onde, intencionalmente, decidimos o que um artefato pode e deve ser para cumprir sua fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fala-se muito dos designers como os defensores do usu\u00e1rio, mas antes disso, a forma\u00e7\u00e3o de design carrega um instrumental forte para respondermos \u00e0 pergunta: <strong>como diabos se faz algo?<\/strong> Estou falando aqui de processo e m\u00e9todo, claro. A centralidade no usu\u00e1rio vem junto porque, ao gastarmos tanto tempo pensando processo e m\u00e9todo, fica \u00f3bvio que conceber algo s\u00f3 faz sentido se pensarmos <strong>para qu\u00ea <\/strong>e<strong> para quem<\/strong> algo serve.<\/p>\n\n\n\n<p>Trazendo esse pensamento para o contexto de produtos digitais, o Designer de Produto seria ent\u00e3o quem consegue auxiliar com o pensamento de <strong>m\u00e9todo e processo para conceber <\/strong>o produto. Ele tem potencial para cuidar n\u00e3o somente da \u201cvis\u00e3o do usu\u00e1rio\u201d mas tamb\u00e9m de todos os aspectos que fazem a ponte que cruza a dist\u00e2ncia entre o que o usu\u00e1rio precisa e o que \u00e9 vi\u00e1vel financeira e tecnologicamente de ser criado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao olharmos para a hist\u00f3ria do design, o olhar para o usu\u00e1rio n\u00e3o existe em um v\u00e1cuo, mas como o melhor caminho para garantir o valor, ado\u00e7\u00e3o, uso e rentabilidade de um produto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas palavras do famoso Tim Brown, em seu artigo de 2008 na<a href=\"https:\/\/hbr.org\/2008\/06\/design-thinking\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> Harvard Business Review<\/a>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;O pensamento de design pode ser descrito como uma disciplina que usa a sensibilidade e m\u00e9todos do design para conectar necessidades das pessoas com o que \u00e9 <\/em><strong><em>tecnologicamente fact\u00edvel <\/em><\/strong><em>e o que uma <\/em><strong><em>estrat\u00e9gia de neg\u00f3cio vi\u00e1vel<\/em><\/strong><em> podem converter em <\/em><strong><em>valor para o cliente <\/em><\/strong><em>e <\/em><strong><em>oportunidade de mercado<\/em><\/strong><em>\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O mesmo tipo de abordagem pode ser visto no trabalho de diversos outros autores que falam de design para o mundo dos neg\u00f3cios, como Thomas Lockwood, Brigitte Borja de Mozota e Roberto Verganti.<\/p>\n\n\n\n<p>Qualquer semelhan\u00e7a com o cl\u00e1ssico Diagrama de Venn que descreve a tr\u00edade de produto, n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"https:\/\/www.blip.ai\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Diagrama-de-Venn-com-Riscos-de-Produto.webp\" alt=\"-\" class=\"wp-image-38973\" title=\"-\" srcset=\"https:\/\/www.blip.ai\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Diagrama-de-Venn-com-Riscos-de-Produto.webp 720w, https:\/\/www.blip.ai\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Diagrama-de-Venn-com-Riscos-de-Produto-700x394.webp 700w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Diagrama de Venn com Riscos de Produto. Fonte: blog da <a href=\"https:\/\/www.producttalk.org\/2022\/02\/responsibility-in-a-product-trio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ProductTalk<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que <strong>design tamb\u00e9m \u00e9 produto<\/strong>: significa pautar n\u00e3o somente a forma que esse produto ir\u00e1 tomar (intera\u00e7\u00e3o) mas tamb\u00e9m na defini\u00e7\u00e3o de quais fun\u00e7\u00f5es esse produto deve desempenhar (estrat\u00e9gia).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse aspecto, conceber um produto n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pensar em como as pessoas ir\u00e3o interagir com ele, mas tamb\u00e9m entender porque fazer esse produto, quais funcionalidades ele deve ter, como cobraremos por ele de uma forma que fa\u00e7a sentido para a empresa e para o pr\u00f3prio usu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel criar uma solu\u00e7\u00e3o para um problema se ela n\u00e3o \u00e9 sustent\u00e1vel e perene \u2014 ou seja, continuar\u00e1 resolvendo esse problema enquanto ele existir. Em um sistema econ\u00f4mico capitalista, isso significa que essa solu\u00e7\u00e3o deve garantir lucro e escalabilidade para a organiza\u00e7\u00e3o que entrega ela. <strong>E \u00e9 por isso que n\u00f3s designers tamb\u00e9m devemos nos atentar \u00e0 esfera do neg\u00f3cio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Podemos e devemos nos incluir nas conversas sobre a viabilidade financeira e balancear as necessidades dos usu\u00e1rios com o que \u00e9 poss\u00edvel entregar. Afinal de contas, os mesmos processos e pensamentos que usamos para definir hierarquia de informa\u00e7\u00e3o, pensar o funcionamento de um menu e gerar ideias de interface tamb\u00e9m pode ser aplicado para definir uma proposta de valor, para idear uma estrat\u00e9gia de go-to-market ou para priorizar a\u00e7\u00f5es de um roadmap.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro desse ponto de vista, faz muito mais sentido o olhar global de Norman. Experi\u00eancia do usu\u00e1rio \u00e9 tudo o que ele vive em rela\u00e7\u00e3o a uma solu\u00e7\u00e3o incluindo, mas n\u00e3o se resumindo somente, \u00e0 usabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Linguagem: picuinha ou profecia autorrealizante?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Mas se n\u00f3s designers tamb\u00e9m podemos olhar para os riscos de valor e viabilidade, como fica nossa rela\u00e7\u00e3o com nossos pares de Gest\u00e3o de Produto?<\/p>\n\n\n\n<p>Usando a mesma l\u00f3gica de defini\u00e7\u00e3o etimol\u00f3gica para nossos pares Gestoras de Produto, estamos olhando para algu\u00e9m que <strong><em>gerencia<\/em><\/strong> o processo de produto. A especialidade mais forte dessa \u00e1rea, nesse sentido, seria justamente a esfera da gest\u00e3o. Nessa vis\u00e3o, compartilhamos com nossos pares Gestores de Produto a esfera do neg\u00f3cio e temos um potencial maior de estar definindo juntos a estrat\u00e9gia, sem isso significar uma sobreposi\u00e7\u00e3o. Nesse ponto, as Gestoras de Produto tamb\u00e9m est\u00e3o impactando o risco de Factibilidade, pois est\u00e3o atentas a como as estrat\u00e9gias ser\u00e3o executadas no n\u00edvel de time e como se conectam com a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a pr\u00f3pria <a href=\"https:\/\/www.producttalk.org\/2022\/02\/responsibility-in-a-product-trio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Teresa Torres j\u00e1 disse<\/a>, <strong>mais do que isolar especialidades em caixinhas onde \u201ccada uma cuida do seu risco\u201d pode ser muito rico entender as potencialidades de cada especialidade e como ela pode contribuir para a mitiga\u00e7\u00e3o de cada um desses riscos<\/strong>. O pensamento de design pode (e deve) ser insumo para todos os integrantes da tr\u00edade de design olharem para o que tange os aspectos de uso, ado\u00e7\u00e3o, desejabilidade e viabilidade de uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma t\u00e1cita, vejo de forma muito comum nos referirmos a nossos pares como as <strong>pessoas \u201cde neg\u00f3cio\u201d <\/strong>ou as <strong>pessoas \u201cde produto\u201d<\/strong>. Isso pode fazer com que, talvez inconscientemente, afastemos o design dessas duas esferas, cristalizando em n\u00f3s mesmos a vis\u00e3o de que experi\u00eancia do usu\u00e1rio corresponde somente \u00e0s intera\u00e7\u00f5es que desenhamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo esse exerc\u00edcio de linguagem pode parecer um grande preciosismo. Ser\u00e1 que mudar o jeito de falar uma palavra mudar\u00e1 o espa\u00e7o que temos? Muito provavelmente n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica que come\u00e7a e termina em como arranjamos as palavras, mas pode ser um ponto importante para criarmos espa\u00e7o para entendermos nossas potencialidades e exercermos elas com intencionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar que a linguagem tamb\u00e9m \u00e9 um comportamento que, de uma forma retroflexa, influencia outros comportamento que temos individualmente e tamb\u00e9m coletivamente em organiza\u00e7\u00f5es. Esse detalhe sobre a forma que nos referimos a n\u00f3s mesmos e aos nossos pares informa \u2014 e muito \u2014 o jeito como vamos nos permitir atuar e exercer impacto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos temos ganhado cada vez mais espa\u00e7o como designers no mundo da tecnologia. O assento na mesa tem acontecido. Todo esse exerc\u00edcio aqui vem numa inten\u00e7\u00e3o de desafiar um pouco nossa percep\u00e7\u00e3o sobre n\u00f3s mesmos e sobre nosso entorno. Talvez um pequeno passo para que possamos fazer cada vez melhor uso desse assento, dessa mesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Que a gente consiga usar a linguagem a nosso favor e enxergarmos a n\u00f3s mesmos como pessoas de produto e pessoas de neg\u00f3cio tamb\u00e9m, porque temos muito a contribuir nessas esferas.<\/p>\n\n\n\n<p><em>* Estou usando aqui tecnologia como sin\u00f4nimo\u201ctecnologia da informa\u00e7\u00e3o\u201d, mas entendendo que dependendo do referencial, qualquer artefato \u2014 de uma cadeira, at\u00e9 dinheiro e a pr\u00f3pria linguagem \u2014 pode ser entendido como tecnologia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.svpg.com\/four-big-risks\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Four big risks<\/a> \u2014 Marty Cagan \u2014 Silicon Valley Product Group Blog<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nngroup.com\/articles\/definition-user-experience\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Definition of User Experience (UX)<\/a> \u2014 Don Norman e Jakob Nielsen \u2014 NNGroup Blog<\/p>\n\n\n\n<p>Design Thinking \u2014 Tim Brown \u2014 HBR Junho 2008 citado em Thomas Lockwood \u2014 Design Thinking: Integrating Innovation, Customer Experience, and Brand Value. Allworth Press -2009.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.producttalk.org\/2022\/02\/responsibility-in-a-product-trio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Who\u2019s Responsible for What in the Product Trio?<\/a> \u2014 Teresa Torres \u2014 Product Talk<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.w3.org\/2002\/Talks\/0104-usabilityprocess\/slide3-0.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Usability \u2014 ISO 9241 definition<\/a> \u2014 w3c.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Artigo publicado originalmente no UX Collective Brasil Na ind\u00fastria de tecnologia* e no dia a dia dos times de produto digital sempre surgem as discuss\u00f5es sobre o papel do design \u2014 geralmente vindas de dentro do pr\u00f3prio time de design. 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