{"id":192,"date":"2016-07-27T15:40:32","date_gmt":"2016-07-27T18:40:32","guid":{"rendered":"http:\/\/chatbotsbrasil.blip.ai\/?p=192"},"modified":"2023-01-02T10:26:56","modified_gmt":"2023-01-02T13:26:56","slug":"browsers-e-messengers-uma-reflexao-sobre-evolucao-da-experiencia-do-usuario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blip.ai\/blog\/institucional\/browsers-e-messengers-uma-reflexao-sobre-evolucao-da-experiencia-do-usuario\/","title":{"rendered":"Browsers e Messengers: uma reflex\u00e3o sobre a evolu\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia do usu\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p id=\"80db\" class=\"graf--p graf-after--figure\">Voltemos um pouco no tempo para o in\u00edcio da d\u00e9cada de 90. A internet, criada duas d\u00e9cadas antes, era considerada uma tend\u00eancia, mas era exclusividade de universidades, engenheiros e acad\u00eamicos. Em poucos anos, a web se popularizou em ritmo fren\u00e9tico: em 1995, eram 44 milh\u00f5es de usu\u00e1rios; em 1999, mais de 280 milh\u00f5es em todo o mundo; hoje, somos 3,3 bilh\u00f5es de internautas (dados da Internet Live Stats). Por que esse crescimento vertiginoso no n\u00famero de usu\u00e1rios? <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">O que fez a internet explodir neste per\u00edodo?<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A resposta para estas perguntas n\u00e3o \u00e9 simples, mas est\u00e1 intimamente ligada ao desenvolvimento de iniciativas que podem ser consideradas t\u00e3o importantes quanto \u00e0 internet em si: os <strong class=\"markup--strong markup--pullquote-strong\">web browsers e a linguagem\u00a0HTML.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p id=\"6f6f\" class=\"graf--p graf-after--pullquote\">A experi\u00eancia do usu\u00e1rio com a rede global de dados se tornou mais simples e intuitiva, substituindo os c\u00f3digos que somente engenheiros podiam decifrar e usufruir de suas vantagens.<\/p>\n<p id=\"a055\" class=\"graf--p graf-after--p\">Tim Berners-Lee foi o principal respons\u00e1vel por essa revolu\u00e7\u00e3o na internet, propondo uma solu\u00e7\u00e3o para o problema pelo qual ele e os outros (poucos) usu\u00e1rios passavam na \u00e9poca.<\/p>\n<blockquote id=\"875b\" class=\"graf--blockquote graf--startsWithDoubleQuote graf-after--p\"><p>Havia informa\u00e7\u00f5es diferentes em computadores diferentes, mas voc\u00ea precisava logar em computadores diferentes para acess\u00e1-las. \u00c0s vezes, voc\u00ea tamb\u00e9m precisava aprender um programa diferente em cada m\u00e1quina.<\/p><\/blockquote>\n<p id=\"4c6f\" class=\"graf--p graf-after--blockquote\">Pensando em como as pessoas recorriam a notas, diagramas, setas e desenhos para explicar quest\u00f5es complexas, ele imaginou que armazenar informa\u00e7\u00f5es em uma \u201crede\u201d interconectada seria mais interessante do que adotar um sistema hier\u00e1rquico fixo de dados. Ao acessar um conjunto de informa\u00e7\u00f5es, o usu\u00e1rio poderia selecionar palavras-chave (os links) e obter mais informa\u00e7\u00f5es sobre aquele assunto. Em outras palavras, <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">as pessoas comuns, sem muito treinamento sobre software, poderiam explorar a web de link em link. <\/strong>Isso foi um marco importante, tornando a internet mais simples de usar e, assim, mais acess\u00edvel.<\/p>\n<p id=\"07ee\" class=\"graf--p graf-after--p\">Com os primeiros browsers, as pessoas aprenderam a \u201cnavegar\u201d: bastava digitar o endere\u00e7o desejado (a URL) na caixa de texto do browser e abrir a p\u00e1gina repleta de imagens e links (alguns anos depois, \u00e1udio e v\u00eddeo) para navegar entre as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis sobre o assunto\/empresa. Dessa forma, as pessoas finalmente puderam entender o potencial e o valor que aquela tecnologia trazia. A consequ\u00eancia foi a expans\u00e3o incr\u00edvel da web nos anos seguintes.<\/p>\n<p id=\"c7ae\" class=\"graf--p graf-after--p\">Essa revolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m trouxe outra grande vantagem. Voc\u00eas se lembram do CD-ROM? Para utilizar qualquer software, as pessoas precisavam ir a uma loja de inform\u00e1tica para compr\u00e1-lo. A medida que a internet foi se popularizando, os sistemas tamb\u00e9m migraram para l\u00e1, tornando-se aplica\u00e7\u00f5es web. A maioria das aplica\u00e7\u00f5es hoje \u00e9 vendida como servi\u00e7o, atrav\u00e9s de assinaturas mensais.<\/p>\n<blockquote><p>Qual \u00e9 a moral da hist\u00f3ria? <strong class=\"markup--strong markup--pullquote-strong\">Os esfor\u00e7os em tornar determinada tecnologia simples de usar e, desta forma, compreens\u00edvel e acess\u00edvel para o usu\u00e1rio determinam seu sucesso e seus impactos no\u00a0futuro.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p id=\"6670\" class=\"graf--p graf-after--pullquote\">Encontramos hoje, em pleno 2016 e em nossos smartphones, o mesmo problema que Berners-Lee enfrentou em 1990. Temos informa\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os em aplicativos diferentes e, para acess\u00e1-los, precisamos nos cadastrar em cada um individualmente. Cada um tem seu pr\u00f3prio design e forma de navegar, e o usu\u00e1rio precisa aprend\u00ea-las para usufruir de todos os seus aplicativos de maneira efetiva.<\/p>\n<p id=\"6e5b\" class=\"graf--p graf-after--p\">Assim como o browser fez, precisamos nos esfor\u00e7ar para tornar a experi\u00eancia do usu\u00e1rio no smartphone mais simples e consistente para que os servi\u00e7os m\u00f3veis se popularizem e tenham um impacto significativo na vida de todos.<\/p>\n<blockquote><p><strong class=\"markup--strong markup--pullquote-strong\">As pessoas precisam saber como acessar e utilizar cada servi\u00e7o com a mesma facilidade com que fazem uma liga\u00e7\u00e3o, sem aprender a navegar por um\u00a0app.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p id=\"cf28\" class=\"graf--p graf-after--pullquote\">Mas porque, nos smartphones, os browsers n\u00e3o resolvem este problema da mesma forma que resolveram nos computadores? <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Miniaturizar a internet do desktop jamais funcionar\u00e1.<\/strong> Talvez pelas pr\u00f3prias restri\u00e7\u00f5es de tamanho de tela, navegar n\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia interessante em aparelhos m\u00f3veis. Qual ser\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o ent\u00e3o?<\/p>\n<p id=\"c214\" class=\"graf--p graf-after--p\">As plataformas de mensageria, que est\u00e3o abrindo novas possibilidades para as empresas, <strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">podem representar para os aplicativos de smartphone a mesma coisa que os navegadores significaram para os aplicativos de desktop.<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Atrav\u00e9s de uma interface natural, baseada em conversas, elas ir\u00e3o transformar a utiliza\u00e7\u00e3o de qualquer servi\u00e7o, de qualquer empresa, em uma experi\u00eancia simples e intuitiva.<\/p><\/blockquote>\n<p id=\"e251\" class=\"graf--p graf-after--pullquote\">Digitar uma URL e navegar atrav\u00e9s dos links era tudo que um usu\u00e1rio precisava saber para usar a internet. Nesta nova era, as \u00fanicas coisas que precisar\u00e3o saber s\u00e3o procurar por um contato e iniciar uma conversa inteligente, da mesma forma que sempre fizeram desde de o surgimento dos telefones, quando buscavam por um contato para iniciar uma conversa por voz.<\/p>\n<p id=\"a05f\" class=\"graf--p graf-after--p graf--last\"><strong class=\"markup--strong markup--p-strong\">Tudo que pode ser feito hoje atrav\u00e9s de uma conversa telef\u00f4nica, ou atrav\u00e9s do uso de um aplicativo, poder\u00e1 ser feito atrav\u00e9s de conversas inteligentes\u00a0<\/strong>dentro das aplica\u00e7\u00f5es de mensagens. Isso abre uma nova fronteira para as empresas, que podem se beneficiar muito desta nova tend\u00eancia.<\/p>\n<hr \/>\n<p class=\"graf--p graf-after--p graf--last\"><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5306 size-medium alignleft\" src=\"https:\/\/www.blip.ai\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_7701-e1546028285385-222x300.jpg\" alt=\"roberto post messengers\" width=\"222\" height=\"300\" title=\"-\" srcset=\"https:\/\/www.blip.ai\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_7701-e1546028285385-222x300.jpg 222w, https:\/\/www.blip.ai\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_7701-e1546028285385-768x1040.jpg 768w, https:\/\/www.blip.ai\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_7701-e1546028285385-756x1024.jpg 756w, https:\/\/www.blip.ai\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_7701-e1546028285385-380x515.jpg 380w, https:\/\/www.blip.ai\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_7701-e1546028285385-800x1083.jpg 800w, https:\/\/www.blip.ai\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/IMG_7701-e1546028285385.jpg 1130w\" sizes=\"(max-width: 222px) 100vw, 222px\" \/>Roberto Oliveira<\/strong><\/p>\n<p>CEO da Take<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltemos um pouco no tempo para o in\u00edcio da d\u00e9cada de 90. 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